Está sendo realizado o “Encontro de Motociclista” (27/04/12 – 29/04/12 , aqui na cidade de Paraiba do Sul. O evento atrai um grande numero de amigos,turistas …vai até domingo.
É grátis! Traga a sua família!!!
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Porto Alegre – Compras – Shopping Centers
Minha filha passou uns dias em Porto Alegre, e foi conhecer o Shopping Total. Achou legal ,ela trouxe um belo par de sapatos da loja “Jeito Chique”
Deixo os endereços!
Av.São Cristovão,545 – loja 1013
Floresta -Porto Alegre (51)3018-7014
Rua da Independência, 636-Lj/01
Centro São Leopoldo
(51)3099-4666
Veja mais resenhas de Shopping Total – Eu sou lidiamachado – em Qype
Porto Alegre – Animais de Estimacao – Pet Shops
Este é o PetShop que a minha filha Francine ,foi em Porto Alegre, de lá trouxe as gostosuras para o rodin ,nosso cachorro.
Veja mais resenhas de Pet Chrifer – Eu sou lidiamachado – em Qype
Sou internauta,adoro blogs, inclusive convido os amigos a conhecerem.
Recanto da Lidia
http://recantodalidia.blogspot.com
Se alimento tivesse bula…
ALHO
Previne hipertensão, câncer e inflamações, combate os radicais livres e reduz os níveis de colesterol
DOSE DIÁRIA: 1 dente
AVEIA
Combate o colesterol ruim e níveis elevados de açúcar no sangue
DOSE DIÁRIA: Farelo= 4 colheres de sopa;
farinha= 6 colheres de sopa
AZEITE DE OLIVA:
Reduz o colesterol ruim e previne inflamações
DOSE DIÁRIA: 2 a 4 colheres de sopa
FRUTAS E VERDURAS EM GERAL FOLHAS VERDES, CENOURA, PEPINO, BETERRABA, ABÓBORA, ABOBRINHA, LIMÃO, MAÇÃ, LARANJA, BANANA, PÊRA, ABACATE, MELÃO E MAMÃO.
Previnem doenças do coração, diabetes Mellitus, câncer, hipertensão arterial e alterações na retina
DOSE DIÁRIA: 300 a 400 gramas
PEIXES MARINHOS SALMÃO, ATUM, SARDINHA
Combatem a arterosclerose e as doenças do coração
DOSE SEMANAL: 2 filés pequenos, no mínimo
PRODUTOS LÁCTEOS FERMENTADOS COM LACTOBACILOS VIVOS. Melhoram a atuação DA flora intestinal e combatem os radicais livres
DOSE DIÁRIA: de 2 a 10 frascos
SEMENTES OLEAGINOSAS NOZES, AVELÃS, AMÊNDOAS E PRINCIPALMENTE CASTANHA-DO-PARÁ.
Previnem doenças do coração e o colesterol ruim, além de combater os radicais livres
DOSE DIÁRIA: 30 a 50 gramas
SEMENTE DE LINHAÇA Ajuda a evitar colesterol e câncer no tubo digestivo
DOSE DIÁRIA: 10 gramas, no mínimo
SOJA Previne colesterol ruim, câncer de mama e osteoporose e melhora os sintomas da menopausa
DOSE DIÁRIA: 25 gramas de proteína texturizada ou 1 xícara de chá de grãos
SUCO DE UVA OU VINHO TINTO Ajuda a evitar doenças cardiovasculares e cerebrais, além do câncer
DOSE DIÁRIA: 2 copos de suco (400 ml) ou 1 taça (250 ml) de vinho tinto
TOMATE:
Previne câncer da próstata, doenças do coração
DOSE DIÁRIA: xícara de chá
VEGETAIS CRUCÍFEROS NABO, BRÓCOLIS, COUVE-FLOR, RABANETE, REPOLHO, AGRIÃO E FOLHAS DE MOSTARDA
Ajudam a evitar cânceres de mama e de próstata e
combatem os radicais livres
QUANTIDADE DIÁRIA: xícara de chá
Quantidade recomendada para obter os melhores efeitos
PARA SABER MAIS
LIVROS
Faça do Alimento seu Medicamento, Jocelem Mastrodi Salgado, Madras
NA INTERNET
www.sbaf.org.br – site da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, com informações sobre história, efeitos e aplicações dos alimentos funcionais, além de trazer o diagrama da pirâmide alimentar tradicional
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Modo de usar:
1. Quando resolver dar alguma coisa,dar com alegria.
2. Memorizar o seu poema favorito.
3. Não acreditar em tudo que lhe dizem. Não desacreditar em tudo que afirmam ser mentira.
4. Quando disser ‘te amo’, demostrar com algum gesto.
5. Quando pedir ‘ desculpa’ ,olhar a outra pessoa diretamente nos olhos.
6. Acreditar em amor à primeira vista.
7. Acreditar em antipatia à primeira vista.
8. Nunca puxar o tapete dos outros: geralmente você também está em cima dele.
9. Viver apaixonadamente, com todos os ferimentos que isso vai acaretar : vale a pena.
10. Falar devagar. E pensar rápido.
11. Não julgar o seu semelhante pelos familiares
12. Se perguntarem algo indiscreto, sorrir e dizer; “por que você quer saber isso?” A conversa geralmente pára por aí.
13. Lembrar que o grande amor e as grandes conquistas significam grandes riscos.
14. Telefonar para sua mãe, e dizer o quando a ama.
15. Quando errar, não esquecer a lição. E corrigir o que for possível.
16. Lembrar sempre de 3 coisas: respeito por você mesmo, pelos outros, e por seus atos.
17. Não deixar as pequenas brigas destruírem as grandes amizades.
18. Quando atender o telefone, sorrir ao dizer ‘alô’. Quem está do outro lado da linha irá perceber.
19. Casar-se com alguém com quem gosta de conversar.
20. Jamais esquecer que na velhice podemos perder muita coisa,mas a capacidade de comunicação permanece intacta.
21. Ficar sozinho de vez em quando.(mas apenas de vez em quando).
22. Ler mais, ver menos T.V: fica mais fácil passar aos olhos dos filhos o que você aprendeu.
23. Saber que o silêncio pode ser uma resposta.
24. Orar. O poder da oração é infinito.
25. Ler nas entrelinhas.
26. Viver uma vida que lhe permita olhar para trás e sorrir.
27. Em discussões com pessoas amadas,, concentrar-se no presente, e não trazer as feridas do passado.
28. Quando viajar, visitar um lugar onde ninguém mais da excurssão foi.Este será o seu lugar.
29. Você pode ter qualquer coisa. Mas não pode ter tudo.
30. Lembre-se que seu carácter é um espelho do seu destino.
31. Aproveitar a sorte,quando ela está a seu favor.
32. Se precisar disparar a flexa da verdade, primeiro molhar a sua ponta no mel.
33. Peça ajuda. E saiba reconhece-la.
34. Aprender todas as regras, e transgredir algumas, assim que for possível.
35. Escolha seus amigos. E escolha seus inimigos; não dê a qualquer um a honra de enfrentá-lo
36. Quando alguém começar a agredi-lo verbalmente, não interrompa.
37. Verá que a agressão se esvazia por si mesmo.
(desconheço a autoria)
JOSÉ SARAMAGO ao receber o Prêmio Nobel.
trecho do discurso de Jose Saramargo
O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida
não sabia ler nem escrever. As quatro da madrugada, quando a
promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da
enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de
cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez
os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do
desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia. Azinhaga de seu nome, na
província do Ribatejo.
Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram
analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao
ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às
pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo
das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animaizinhos do
enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de
bom caráter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos
assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem
retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem,
para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável.
Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de
pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei
lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de
ferro que acionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a
transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das
searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho,
panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria
de servir para a cama do gado. E algumas vezes, em noites quentes de
Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os
dois debaixo da figueira". Havia outras duas figueiras, mas aquela,
certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre,
era, para toda as pessoas da casa, a figueira.
Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos
depois viria a conhecer e a saber o que significava... No meio da paz
noturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e
depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu
noutra direção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo,
surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago,
como ainda lhe chamávamos na aldeia.
Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com
as histórias e os casos que o meu avô ia contando:
lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas,
zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor
de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me
acalentava. Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que
eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a
resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais
demoradas que ele calculadamente metia no relato: "E depois?". Talvez
repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer,
quer fosse para as enriquecer com peripécias novas.
Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso
dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a
ciência do mundo. Quando, à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros
me despertava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os
seus animais, deixando-me a dormir. Então levantava-me, dobrava a manta
e, descalço (na aldeia andei sempre descalço até aos 14 anos), ainda com
palhas agarradas ao cabelo, passava da parte cultivada do quintal para a
outra onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa. Minha avó, já a
pé antes do meu avô, punha-me na frente uma grande tigela de café com
pedaços de pão e perguntava-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava
algum mau sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me
tranqüilizava: "Não faças caso, em sonhos não há firmeza".
Pensava então que a minha avó, embora fosse também uma mulher muito
sábia, não alcançava as alturas do meu avô, esse que, deitado debaixo da
figueira, tendo ao lado o neto José, era capaz de pôr o universo em
movimento apenas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quando o
meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a
compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa
não poderia significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da
sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e
menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: "O mundo é
tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer,
disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que
tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a
graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza
revelada.
Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha
havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com
porcos como se fossem os seus próprios filhos, gente que tinha pena de
ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô
Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte
o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por
uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a
ver."
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